Mulheres invadem o ramo de negócios

As brasileiras já ocupam posição de destaque, em nível mundial, no ramo de novos empreendimentos. É por isso que, todos os anos, o Prêmio Mulheres de Negócios do Sebrae homenageia empresárias que realizaram seus sonhos e, após muito luta e suor, são donas de suas próprias vidas e empresas.


Elas deixaram de ser empregadas de alguém para tornarem-se gerentes de seu próprio negócio e de suas próprias vidas. Há alguns anos atrás, mulheres empreendedoras quase não existiam no mercado, campo que, agora, cresce cada vez mais. É por essa tendência que o Prêmio Mulheres de Negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) condecora, todos os anos, mulheres que transformaram seus sonhos em realidade e, depois de muito trabalho, tornaram-se empresárias de sucesso.

A vontade de se tornar autônoma parece ter crescido no Brasil, que já ganha posição de destaque quando o assunto é mulher no comando: o público feminino brasileiro corresponde a 17,5% do mercado de novas empresas do mundo. Dentro do país, dos 21,1 milhões de pessoas que começaram a ingressar no empreendedorismo há pouco tempo, quase metade são mulheres: 49,3%. Os dados são divulgados pelo Sebrae.

Uma das treze finalistas do prêmio do Sebrae deste ano começou a suar a camisa de empreendedora em uma época, não muito distante, que era difícil ver uma mulher sozinha no comando de uma firma. Teresa Cristina dos Santos passou a cuidar da Panificadora Pão Massa, na Madalena, que antes pertencia ao seu irmão e, com muito trabalho, fez o negócio crescer. “Meu irmão continua como sócio, mas há dez anos estou sozinha e foi depois disso que a empresa cresceu e eu consegui abrir outra filial. Eu senti o peso da responsabilidade e de ser mulher quando fiquei só. As pessoas acham que, por ser mulher, você não tem condição de estar ali”, contou.

Teresa alcançou o respeito em um campo majoritariamente masculino, fincou seu nome no mercado, mas confessa que passou por dificuldades. “Não acho que a mulher é reconhecida ainda, mas as pessoas vão se acostumando. Quando eu comecei no sindicato, só tinha eu de mulher. Agora as coisas estão mudando, já tem muitas outras, mas ainda há preconceito, as pessoas pensam que sempre tem um homem que fez algo pra ela (a empresária) estar ali, quando na verdade, ela ralou muito”, disse.

Outro caso de sucesso é de Rosenilda Leão Lucena, 43 anos, também finalista do prêmio, que vislumbrou o potencial do ramo da beleza quando começou a fazer depilação a domicílio e, depois de batalhar muito, tornou-se proprietária de dois salões de beleza, batizados de Rosinha Leão Studio de Beleza, localizados no Espinheiro. Mãe por inseminação artificial, dona de seu negócio, o segredo de Rosinha é nunca se esquivar das dificuldades, afinal, como ela mesmo diz, “a vida é um risco”.

O modo de operar de Rosinha chama-se inovação. A proprietária não deixa seu negócio esfriar, a exemplo do investimento em seu marketing virtual, onde oferece dicas de beleza para as clientes, promoções, ensaios sensuais e etc. Talvez seja por isso, por ela própria estar sempre em movimento, que Rosinha pode se considerar, depois de onze anos no ramo, uma empresária realizada. “Hoje luto buscando capacitação para mim e minha equipe. Existem muitas dificuldades, mas tem que ter foco no que quer, determinação e lutar pelos sonhos”, concluiu, orgulhosa, a proprietária.

FONTE: Pernambuco 247